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terça-feira, 19 de julho de 2011

Fé e Sentimento

A realidade da fé subentende certo sentimentalismo. Nossa espiritualidade, ou melhor, nosso tato espiritual é o sentimento. Sentimento sobre a Bíblia (fé), sentimento sobre Deus (temor), sentimento sobre o mundo (compaixão). Se nossa caminhada com Cristo é espiritual, então é impossível não sentir.

O que precisamos cuidar é para que haja um equilíbrio na relação sentimento x fé. Não se pode reduzir a fé a puro sentimento (Schleiermarcher) e nem excluir totalmente o sentimento da fé (Racionalistas). É preciso que a fé e o sentimento sejam unidos numa realidade mútua e equilibrada como nos é evidenciado em Cristo.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Onde está Deus? - Meus questionamentos e suas respostas

"Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também. Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, Até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá." (Sl. 139.8-10)

Não há lugar tão alto em que Ele não possa estar e abismo tão profundo que suas mãos não possam alcançar. Deus cuida dos que O amam. Perdoa os que se arrependem, está perto dos que O invocam.

Pertunto em meu coração: Por que há tanto sofrimento? Por que há tanta desilução? Por que há tantas mortes? Onde está Deus nisso?

Suas palavras me confortam: "E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração" (Jr. 29.13).

Pergunto novamente: Será que se todos O buscássemos há muito já não teria nos salvado?

Suas palavras me respondem: "E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra." (2 Cr. 7.14)

Todavia, temos em nosso tempo um realidade irrefutável, nem todos O querem buscar, nem todos acreditam que Possa ouvir. Uns anunciam sua morte, outros proclamam sua inexistência. Os chamados pelo seu nome, já não anunciam Sua Verdade, trocaram as coisas do alto, pelas coisas terrenas, trocaram as bençãos espirituais pelas financeiras.

Enquanto isso, como ato de nossa própria liberdade humana, muitos mantém-se afastamos dAquele nos propõe, Amor, Justiça e Paz.

Onde Ele está? Continua no mesmo lugar, está onde sempre esteve. Aguardando a restauração da aliança entre Deus e o Homem, restauração que propõe por intermédio de Jesus Cristo. Ele indicou o Caminho, ensinou sua Verdade e nos ofereceu a Vida.

Suas palavras me confirmam: "Disse-lhe Jesus: Eu sou o Caminho, e a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." (Jo. 14.16)

Onde Ele está? Continua no mesmo lugar, está onde sempre esteve, afinal...

Não há lugar tão alto em que Ele não possa estar e abismo tão profundo que suas mãos não possam alcançar. Deus cuida dos que O amam. Perdoa os que se arrependem, está perto dos que O invocam.

Leonardo Felicissimo

terça-feira, 14 de junho de 2011

Pelo amor de Deus - Isaías 46

Autor: D. A. Carson

Existem três seções para Isaías 46, e cada uma delas discorre um argumento distinto que implicita ou explicitamente convoca Israel a fé diante do Deus vivo.

(1) Nos primeiros dois versos, Isaías zomba dos deuses Babilônicos. “Bel” significa “senhor” e é equivalente a Baal como um título. Ele foi aplicado a Marduk, o principal deus da cidade de Babilônia. “Nebo” foi o filho de Bel-Marduk. Ele foi o patrono da escrita e da sabedoria. Na festa do Novo Ano, Bel-Marduk e Nebo eram carregados pelas ruas em uma grande procição até o santuário Esagila. Era o maior evento religioso do ano. Mas isaías prevê um momento quando Bel-Marduk e Nebo se dobram e inclinam, e as “cansadas feras” de carga que tem de carregá-los caem e cambaleiam em cativeiro (Isa. 46:1–2).

Isto não foi literalmente cumprido quando os Persas tomaram no século VI, por Ciro, preservado e até reforçado o estado dos deuses babilonios. Mas, no longo prazo, é claro, Bel-Marduk e Nebo caíram no esquecimento. Ninguém os adora hoje. Contudo milhões de homens e mulheres permanecem adorando o Deus de Israel.

(2) Na próxima seção (Isa. 46.3-7), Deus continua sua denúncia à idolatria. Agora em um tom ligeiramente romântico, Deus diz, com efeito, que os idólatras tem de carregar seus deuses, e até mesmo suas feras de carga tornam-se cansadas. Mas com o verdadeiro Deus,  é o contrário, Ele carrega seu povo. É difícil não perceber o contraste entre as duas religiões. Em uma, as pessoas fazem todo o trabalho pesado; na outra Deus o faz, e as pessoas são carregadas por Ele.

(3) Na última seção (Isa. 46.8-13), Deus repreende seu povo da aliança de maneira severa, não em termos brutais, mas francamente. Eles são rebeldes, e eles esqueceram-se de todas as formas graciosas e poderosas de Deus para com eles no período do Êxodo quando sua nação ainda nascia. Há coisas importantes para o crente lembrar (Isa 46.8-9).  Provavelmente parte do seu “desligar” ainda é Ciro. Ainda encontram dificuldade em imaginar que Deus usará um rei pagão como Ciro, ao invés de simplesmente destruí-lo. No entanto, Deus insiste que irá chamar do leste uma “ave de rapina” (Isa. 46.11) – muito provavelmente  uma referencia à Ciro. 

Seja qual for o seu propósito e plano, Ele está certo de fazê-lo passar. A implicação, é claro, é que: Deus é soberano e bom – então pare de tentar advinhar seus atos e confie nele. “Escutem-me, vocês de coração obstinado, vocês que estão longe da retidão. Estou trazendo para perto a minha retidão, ela não está distante; e a minha salvação não será adiada. Concederei salvação a Sião, meu esplendor a Israel.”

Tradução: Leonardo Felicissimo
Texto Original: For the love of God

 

 

terça-feira, 3 de maio de 2011

Lutero na Dieta de Worms

Dieta de Worms

“Portanto, a menos que eu seja convencido pelo testemunho das Escrituras ou pelo mais claro raciocínio; a menos que eu seja persuadido por meio das passagens que citei; a menos que assim submetam minha consciência pela Palavra de Deus - Não aceito a autoridade de papas e concílios, pois eles contradizem-se uns aos outros - Minha consciência está cativa a Palavra de Deus, não posso retratar-me e não me retratarei, pois ir contra contra a consciência não é correto, nem seguro. Aqui permaneço, não posso fazer outra coisa; Deus queira ajudar-me. Amém."

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Ressurreição

Porque Ele ressuscitou, temos a esperança de que seremos ressuscitados recebendo assim a promessa da Vida Eterna! Sua ressurreição é a demonstração de que não pode ser vencido pela morte e que é capaz de conceder a todo o que nEle crê, vida eternal!

1. É a Razão do Evangelho

A morte será um instante de escuridão no caminho rumo a vida de luz eterna. Se Cristo não ressuscitou [...] é vã a nossa fé; Pregamos a ressureição não apenas porque nos espanta o grande poder de Cristo; pregamos a ressureição porque a ressureição é a glória do Evangelho. É nela que a ignomínia da cruz se torna o resplendor da glória de Cristo.

2. É o Sentido da Vida

O fato da ressurreição é o que traz sentido a vida. Uma vida de lutas e vitórias, choros e sorrisos, tristezas e alegrias que se resuma em si mesma não pode ter algum sentido! Que graça tem viver tudo o que se vive, se no fim não serviu para nada? A esperança da ressurreição traz sentido a vida, faz valer a pena cada fração de tempo passado e presente, o que se viveu e o que se vive.

"Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens." (I Co. 15.19)

A ressurreição é a esperança que brota no presente de um futuro de felicidade diante de Deus. Ela é força para o sofrimento do hoje. Se não houve ressurreição, então o viver hoje não passa de uma história que será escrita sem qualquer sentido. Se Cristo ressuscitou, então vale a pena viver cada trecho da vida presente, com a esperança de que "o melhor de Deus ainda está por vir".

3. É a Vitória do Salvo

"Nossa velha história se finaliza com a cruz; nossa nova história se inicia com a ressurreição" (Watchman Nee)

A cruz foi o elemento necessário para o cumprimento da obra de Cristo, a ressurreição é a consumação deste elemento. É somente por intermédio da ressurreição que temos a expressão da aceitabilidade do sacrifício de Cristo por parte do Pai.

A ressurreição assegura nossa regeneração, pois trata-se da inauguração de uma nova vida. Na cruz, morreu o Cristo que tomou sobre si os pecados da humanidade, na ressurreição ergueu-se o Cristo que trouxe consigo a garantia de uma vida sem pecado diante de Deus, uma vida que progressivamente se estende para distante das paixões carnais até que encontre o mesmo estado de Cristo (perfeita varonilidade).

Paulo diz: “nos deu vida juntamente com Cristo”. A ressurreição é a garantia do poder da cruz de fornecer ao homem a redenção pela fé e uma nova natureza. É a segurança que temos de transformação em Cristo. É a vitória do Salvo!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Ouvir mais, falar menos – O próximo

“Sabeis estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tg 1.19)

Há momentos que falamos tanto que não podemos ouvir o chorar do próximo por uma necessidade que podemos atender. Há momentos que falamos tanto do evangelho que não nos permitimos ouvir mais o que os outros tem a dizer de si.

Tiago ao redigir sua epístola após argumentar sobre o tema Deus x Tentação, dirige a atenção de seus leitores para um ensino especial: A importância de ouvir. Existem dois motivos possíveis para Tiago haver escrito sobre tal tema.

  1. Os rumores sobre certas discussões sem fim proveitoso onde seus participantes expunham seus argumentos, todos ao mesmo tempo desrespeitando uns aos outros, partindo em certo ponto à ira.
  2. Tiago simplesmente desejou escrever sobre a importância de se falar menos e ouvir mais.

Não há qualquer impedimento aparente que não nos permita a união de ambos motivos para formação desta reflexão, compreendendo assim que, Tiago estaria admoestando os irmãos (judeus) dispersos com relação à suas discussões, assim como estava ensinando uma lição a estes sobre ouvir e falar.

A) Sejam prontos para ouvir… O próximo

O texto original apresenta: “ταχὺς εἰς τὸ ἀκοῡσαι”. Rápido para ouvir, poderíamos entender como “dar importância ao ato de ouvir”.

Uma discussão onde todos falam ao mesmo tempo não pode ser considerada proveitosa. A capacidade de ouvir o outro demonstra a humildade e o coração disposto à aprender. Não se pode aprender sem que se preste atenção na argumentação realizada pelo outro.

Quando lemos esse versículo temos o costume de pensar que estar pronto para ouvir é “ouvir Deus”, “deixar-se ser instruído pela voz de Deus”, “ser guiado pela palavra do Senhor” e etc. Todavia, a instrução de Tiago não se trata de uma instrução para nos alertar a ouvir “mais” a Deus, mas também de uma instrução que nos dirija a ouvir mais nosso próximo. E o próximo, entenda-se não apenas por aquele que compartilha o mesmo grupo religioso ou mesmo sistema teológico, mas aquele que pensa de maneira contrária, aquele que não tem sistema, aquele que é de outro grupo religioso, aquele que também precisa ser ouvido.

O grande motivo de nosso evangelismo não estar fazendo tanta diferença em algumas comunidades não é simplesmente porque o amor de muitos está se esfriando, mas também, porque a sociedade quer falar mais, quer perguntar mais, quer expor mais o seu pensamento e queremos sempre falar mais e ouvir menos.

Queremos propagandear mais nossa fé, queremos apresentar mais nossas teorias e queremos ouvir menos o que os outros tem a dizer sobre si! Nosso evangelismo não funciona quando paramos de ouvir os demais e não damos ouvidos para suas dúvidas, seus dilemas, suas necessidades, suas argumentações.

Não vemos em Cristo a postura que temos de enfiar “goela abaixo” nossos argumentos calvinistas, arminianistas ou relacionais sobre as tragédias da vida. Vemos um Cristo que ouve a afliação dos pobres, um Cristo que ouve a argumentação dos fariseus, ouve as heresias dos saduceus, ouve a tentação do diabo, ouve o choro dos necessitados e responde com palavras que quebram paradigmas.

Somos tardios em ouvir. E o conselho de Tiago continua importante para nossos dias. Antes de falar o que queremos falar, precisamos saber ouvir o que o próximo tem a dizer. Até porque é somente através do que ouvimos do outro que podemos construir uma argumentação relevante e transformadora.

Jesus, sempre deu ouvidos às argumentações dos fariseus, mas, vemos claramente que sua contra-argumentação (realizada logo em seguida) era capaz de produzir reflexão e em certos casos transformação autêntica. Contudo, todo o processo teve sua origem no ouvir.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Trechos da Palestra de Hernandes Dias Lopes

A Palestra do Hernandes Dias Lopes no II Congresso de Teologia, Religião e Igreja (Mackenzie) foi a melhor que ouvi. Obviamente que foi mais expositiva do que teológica. Cativante, profunda, emocionante! Segue abaixo o que consegui anotar (menos de 40 minutos). Comecei a ouvir muito tarde.

A. Um político incorruptível, impoluto é conhecido pelo que não faz
1. Neemias entra na política, mas não se corrompe como os demais políticos.
2. Neemias não apenas não se corrompeu, mas também impediu os seus de que entrassem no esquema de corrupção.
3. Neemias, não deixou-se levar pelo esquema de enriquecimento sobre o pobre.

B. Um político incorruptível, impoluto é conhecido pelo que faz
1. Sua fé determina a sua ética, se vocês temem a Deus, não podem explorar os seus irmãos. Neemias disse: Nós perdoamos e restituiremos os nossos irmãos.
3. O que foi levado pro líder como um problema desesperador, agora tem resposta como motivo de louvor. esse é o líder transforma caos em cosmos, desespero em esperança, problema em solução.
4. Ele dá mais valor ao trabalho do que a indolência. Ele participa da obra junto com os seus.
5. Dá mais valor a benevolência do que levar vantagem.

A motivação de Neemias é vertical
Precisamos de políticos que conheçam a Deus e temem a Deus. Quem teme a Deus não teme os homens e

A motivação de Neemias não é apenas vertical, mas horizontal.
Compaixão do povo. Não oprimiu, não roubou.

A motivação de Neemias é o conhecimento que a recompensa de sua integridade vem de Deus
"Lembra-te de mim óh meu Deus de tudo quanto fiz a este povo." Você não faz para receber aplauso dos homens, você faz para receber aprovação de Deus.

Neemias fez uma reforma estrutural na cidade em apenas 52 dias, mas a reforma espiritual demorou decadas. É mais fácil construir muros, predios, paredes, do que erguer vidas, famílias e restaurar a igreja do Deus vivo. Neemias não fez apenas uma reforma política, mas uma reforma espiritual. O Brasil precisa não apenas de reforma política, mas de reforma de políticos, não apenas de reforma política mas uma reforma espiritual.

Após ser questionado sobre o PLC 122, respondeu incisivamente:

"A igreja de Deus nunca foi destruida com a perseguição, ela é depurada com a perseguição, ela é fortalecida com a perseguição, e esse pode ser um dos grandes meios de avivamento que Deus tem para trazer para sua igreja."

Por que haveríamos de temer qualquer ameaça a igreja? Vocês acham que deixaríamos de pregar Rm 1? Deixaríamos de pregar o que está descrito em Gn. e em toda a Bíblia Sagrada? Nós contituaríamos pregando e com muito mais bravura, com mais intensidade.

Parafraseando: Tenho consciência de que isto traria para igreja um despertar espiritual, um avivamento que a direcionaria a fazer corajosamente o que não tem feito.

"Deus nos dê graça para vermos novos Neemias sendo levantados em nossa geração."

terça-feira, 15 de março de 2011

A companhia de Deus

"Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam." (Salmo 23.4).

Não há quem goste de se sentir sozinho. Isso é evidente nos dias de hoje quando a energia é a maior fonte de companheirismo que se têm. Mentira? Não, acredito que não. Quando não se têm energia não se tem a "amiga" televisão, o "amigo" computador, ou qualquer outro tipo de amigo que dependa de energia elétrica. Não é nova a idéia que psicólogos e sociólogos nos apresentam de que as famílias não conseguem mais se comunicar, é cada um na sua rede social favorita, enclausurado na sua tecnologia favorita.

Não é somente pela energia que chegamos a compreensão de que o homem não consegue viver sozinho. Filósofos clássicos como Aristóteles apresentam o homem como um ser social. Antropólogos trabalham a idéia do homem como um ser relacional o qual depende de viver de relações com um outro/outros.

Todavia, a Bíblia nos ajuda a estender essa visão da necessidade social-natural do homem, apresentando-nos um homem que também está necessitado de uma relação social-espiritual. Uma necessidade de alcançar algo que sente existir e que ainda assim (alguns é claro) insiste em negar. Esse senso do divino (sensus divinitatis), como denominado por alguns teólogos protestantes, é um vazio, um sentimento de falta, um espaço "do tamanho de Cristo".

"Respondeu Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada." (Jo. 14.23).

Assim como o viver solitariamente pode produzir em qualquer um sentimentos como tristeza, medo, solidão, existem consequências para uma vida onde não há essa relação com Deus. Há quem diga: "mas, eu sou feliz mesmo não crendo em Jesus Cristo ou Deus", "Eu sou feliz assim, não preciso de Deus". Penso que uma felicidade baseada no prazer, pode facilmente fracassar caso não hajam mais motivos que alimentem este prazer.

A companhia de Deus, proporciona um sentimento de coragem, de esperança e de confiança eternos e tais sentimentos são eternos porque estão atrelados à realidade de Deus, um ser Eterno. Mas como viver gozar dessa companhia se tratamos de realidades tão diferentes uma da outra? Somos naturais, estamos no tempo; Deus é espírito, está fora do tempo. O meio de experimentarmos essa companhia é a oração (Mt. 16.19; Tg. 5.13); a oração é o elo de relacionamento entre o homem e Deus, é o contato entre temporal e atemporal.

É por intermédio da oração que somos confirmados desta companhia, desta realidade de que o Senhor está conosco e sendo uma realidade, não pode ser negada; há uma promessa autêntica de companhia que nos foi feita por Jesus Cristo: "E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século" (Mt. 28.20). Jesus Cristo é Deus! Estas são palavras de Deus! Deus está nos garantindo que Sua companhia não é temporária, mas uma companhia autêntica pela oração, confirmada pela experiência.

Tememos, mas não há porque temer, choramos, mas não há porque chorar, nos preocupamos, mas não há por que nos preocupar. O medo assombra aqueles que sem oração caminham sozinhos. A coragem é a força daqueles que orando são acompanhados pelo Senhor Jesus. A companhia de Jesus é o que precisamos para prosseguirmos firmes no caminho, e a oração é a ferramenta que temos para mantermos esta relação de companhia e cuidado.

Quando nos sentirmos sozinhos, oremos e falemos com aquele que nos acompanha, pois, Ele é fiel e disse: "estou convosco todos os dias até à consumação do século". Chega de permanecer sozinho dando cordas ao sofrimento, sempre é momento de dobrar os joelhos, fechar os olhos e gozar a companhia de Deus.

Leonardo Felicissimo

terça-feira, 1 de março de 2011

Jesus, Buda e a Felicidade

Muito perturbado pelo sofrimento que viu pelo mundo, o príncipe de 29 anos Siddhartha Gautama (563 – 483 a.C.), mais tarde conhecido como Buda (“o iluminado”), deixou sua esposa e seus filhos para e partiu em uma busca pelo sentido da vida. O que ele enxergou foi que o mundo é passageiro – nada era permanente. Apesar disso, as pessoas desejavam essas coisas passageiras. Elas desejam a vida, saúde, posses e uns aos outros. Mas a vida, a saúde, as posses e as pessoas passam.

Os desejos humanos sempre iriam levar ao desapontamento. Isso, pensou, era a causa do sofrimento humano. Logo, ele concluiu que se pudesse matar o desejo, então poderia se manter ileso da influência do bem ou do mal, seu sofrimento acabaria e ele seria feliz. Ele estaria livre da dor e do ciclo sem fim da reincarnação. Isso era o Nirvana.

É irônico, então, que o motivo por trás da rigorosa busca de Buda para matar seus desejos estava um grande desejo humano: felicidade duradoura.

Sempre houve um grande e vazio buraco na busca de Buda pela felicidade duradoura: não há Deus. Buda não falou muito sobre a existência de Deus porque para ele, sinceramente, Deus era irrelevante na questão da felicidade do homem. Pelo contrário, a felicidade estava em se livrar do sofrimento causado pelos desejos e da reincarnação. A felicidade era o suave encerramento da existência individual – uma espécie de doce aniquilação.

Quão diferente das respostas de Buda são as respostas de Jesus. Quando um jovem rico e perturbado, não muito diferente do rico e perturbado jovem Gautama, procurou direcionamento de Jesus para alcançar a felicidade eternal, Jesus repondeu:

“‘Falta-lhe uma coisa’, disse ele. ‘Vá, venda tudo o que você possui e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me.’” (Marcos 10.21)

Note que Jesus de fato instruiu o homem a se desapegar de suas posses. Mas ele não falava de um desapego Budista. Ele falou de outra forma aqui:

“O Reino dos céus é como um tesouro escondido num campo. Certo homem, tendo-o encontrado, escondeu-o de novo e, então, cheio de alegria, foi, vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo.” (Mateus 13.44)

A mensagem é muito clara: deseje o tesouro! Deseje-o o suficiente para contar tudo o mais como perda para poder conquistá-lo (Filipenses 3.8). A diferença é que Buda quer ter menos desejo e ser completamente absorvido pelo cosmo impessoal. Jesus quer que desejemos profundamente e sejamos completamente arrebatados pela Pessoa em quem nós vivemos, movemos e existimos (Atos 17.28). É por isso que, na batalha contra os desejos pecaminosos, Jesus ensina muito mais que Buda. Ele sabe que nosso desejo por felicidade foi criado por Deus, assim como nosso desejo de viver. Eles não são ruins. Eis o que é ruim:

“‘Espantem-se diante disso, ó céus! Fiquem horrorizados e abismado’, diz o Senhor. ‘O meu povo cometeu dois crimes: eles me abandonaram, a mim, a fonte de água viva; e cavaram as suas próprias cisternas, cisternas rachadas que não retêm água.’” (Jeremias 2.12,13)

Fomos criados para sermos satisfeitos pelo único e eterno Deus. O mal é quando acreditamos que Deus não nos satisfaz e assim devemos buscar a felicidade em outra coisa. Isso é a essência do pecado. E o caminho para combater o pecado não é matar o desejo, mas abandonar nossos desejos fúteis por cisternas rachadas. Não há água nelas. Busque a Fonte! Jesus e Buda concordam que buscar a felicidade nas coisas passageiras é inútil. Mas eles nos levam a soluções opostas. Buda diz que a satisfação está em não desejar mais nada. Jesus diz que é desejar Deus. Em Deus nós conseguimos todas as coisas. Em nada, nós conseguimos… nada.

Autor: Jon Bloom

Tradução: Filipe Schulz | iPródigo

Artigo Original: http://www.iprodigo.com/traducoes/jesus-buda-e-a-felicidade.html

 

Salmo 23 e os Nomes de Deus

O Senhor é o Deus Eterno, o Deus que fez uma aliança com Israel. Os nomes compostos de Deus no AT refletem o conteúdo deste salmo.

“Nada me faltará” – Adonay Yiré – “O Senhor que vê e provê” (Gn 22.14)

“Águas de descanso” – Adonay Shalom – “O Senhor é Paz” (Jz 6.24)

“Refrigera-me a alma” – Adonay Rafá – “O Senhor que te cura” (Ex 15.26)

“Veredas da justiça” – Adonay Tsidkenu – “Senhor, Nossa Justiça” (Jr 33.16)

“Tu estás comigo” – Adonay Shamá – “O Senhor está Ali” (Ez 48.35)

“Na presença dos meus adversários” – Adonay Nissi – “O Senhor é a minha bandeira” (Ex 17.15)

“Unge a minha cabeça” – Adonay Mekadesh – “O Senhor que me Santifica” (Lv 20.8)

Nele, que é o nosso Roy (Pastor),

Pr Marcelo Oliveira

Fonte: http://www.davarelohim.com.br/7-nomes-de-deus-no-salmo-23/