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terça-feira, 19 de julho de 2011

Fé e Sentimento

A realidade da fé subentende certo sentimentalismo. Nossa espiritualidade, ou melhor, nosso tato espiritual é o sentimento. Sentimento sobre a Bíblia (fé), sentimento sobre Deus (temor), sentimento sobre o mundo (compaixão). Se nossa caminhada com Cristo é espiritual, então é impossível não sentir.

O que precisamos cuidar é para que haja um equilíbrio na relação sentimento x fé. Não se pode reduzir a fé a puro sentimento (Schleiermarcher) e nem excluir totalmente o sentimento da fé (Racionalistas). É preciso que a fé e o sentimento sejam unidos numa realidade mútua e equilibrada como nos é evidenciado em Cristo.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Eu e o Lápis

Um instrumento para comunicar palavras. Um instrumento na mão de um grande poeta, um sábio mestre, um criador. Instrumento do Grande Artista para comunicar sua arte.
Não sou instrumento perfeito, minha ponta se quebra com facilidade. As vezes risco forte, outras vezes sou fraco demais. Não posso agir por mim mesmo, sou completamente dependente de quem a mim usa.
Sou do tempo, tenho temporalidade. Não vou durar para sempre. Tive um começou, tenho um fim.
Quando minha ponta se quebra sou cuidado com carinho, sou apontado, renovado. Ser apontado é um processo doloroso, me comprime, me encurta. Mas me faz pronto pra fazer mais, escrever mais, rabiscar mais.
Não sou único! Não quero e não posso pensar assim. Sou apenas um dos demais instrumentos do Artista. Preciso de meus companheiros e junto deles damos vida à arte: O papel, a borracha, a caneta, as tintas.
Assim sou eu: Um instrumento, instrumento de Deus, que por vez ou outra precisa ser apontado. Escreve fraco, escreve forte. Sou do tempo, mas com a esperança de vida eterna. Não posso agir sozinho, não posso viver sozinho. Preciso de Deus, preciso do Artista para ser, para fazer. Preciso do Artista e dos outros, para apagarem meus maus riscos, para retocarem meus rabiscos, para colorirem meu desenho e dar o prestígio que merece o Grande Artista do Universo.
Leonardo Felicissimo

terça-feira, 3 de maio de 2011

Evolucionismo Teísta & Teísmo Aberto

Evolução

Por: Augustus Nicodemos

Eu nunca havia atentado para o fato de que o teísmo aberto oferece o tipo de deus que alguns evolucionistas teístas tanto precisavam para ser coerentes em sua teoria. A idéia me estalou nesta segunda, conversando com o cientistas cristãos do Discovery Institute em Seattle, que acabam de lançar um livro "God and Evolution" que promete ser uma das críticas mais pertinentes e sérias ao evolucionismo teísta.

Explico.

O evolucionismo teísta acredita que Deus existe e que "criou" a vida na terra através daquilo que a teoria evolucionista chama de processo não dirigido ou intencional, em que mutações acidentais e aleatórias levaram gradativamente à seleção natural e à sobrevivência das espécies mais aptas.

O grande problema aqui com esta teoria são as palavras "não dirigido," "aleatório" e "acidental". Este conceito é fundamental na teoria darwinista. Na verdade, é um de seus pilares. O conceito da evolução repousa neste princípio de que as mutações ocorreram de forma randômica, ao acaso. Como, então, integrar o conceito de mudanças aleatórias com a supervisão do Deus cristão, que é onisciente, onipresente e onipotente? Se Deus é onisciente, como poderia ter inventado um processo natural que se desenrolaria de maneira totalmente imprevisível, acidental e randômica, totalmente fora de seu controle ou conhecimento?

A solução é o deus do teísmo aberto. Esta "divindade," de acordo com os teólogos relacionais, desconhece o futuro e não sabe o que vai acontecer no universo nos próximos minutos. Ou seja, ela serve perfeitamente como o deus do evolucionismo teísta.

É isto que está sendo defendido em anos recentes por evolucionistas teistas. De acordo com os tais, "Deus" implantou no DNA o potencial para as mutações mas não tinha - e nem tem - a menor idéia em que tudo isto vai acabar. O processo evolucionário é autônomo e imprevisível a tal ponto que "Deus" desconhece seu produto final - se é que um dia ele haverá de terminar.

Bem, se é assim, os evolucionistas teístas deveriam mudar o nome para evolucionistas "deístas", uma vez que estes tais acreditam numa divindade remota que criou o mundo como um relógio, deu corda e simplesmente afastou-se. O deus do evolucionismo-deísta-aberto não tem a menor idéia onde tudo isto vai parar. Ainda sou mais Deus.

Fonte: Tempora, O Mores

terça-feira, 1 de março de 2011

Salmo 23 e os Nomes de Deus

O Senhor é o Deus Eterno, o Deus que fez uma aliança com Israel. Os nomes compostos de Deus no AT refletem o conteúdo deste salmo.

“Nada me faltará” – Adonay Yiré – “O Senhor que vê e provê” (Gn 22.14)

“Águas de descanso” – Adonay Shalom – “O Senhor é Paz” (Jz 6.24)

“Refrigera-me a alma” – Adonay Rafá – “O Senhor que te cura” (Ex 15.26)

“Veredas da justiça” – Adonay Tsidkenu – “Senhor, Nossa Justiça” (Jr 33.16)

“Tu estás comigo” – Adonay Shamá – “O Senhor está Ali” (Ez 48.35)

“Na presença dos meus adversários” – Adonay Nissi – “O Senhor é a minha bandeira” (Ex 17.15)

“Unge a minha cabeça” – Adonay Mekadesh – “O Senhor que me Santifica” (Lv 20.8)

Nele, que é o nosso Roy (Pastor),

Pr Marcelo Oliveira

Fonte: http://www.davarelohim.com.br/7-nomes-de-deus-no-salmo-23/

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Escatologização

Uma pequena introdução de uma palestra de Luiz Sayão promovida pelo Seminário Servo de Cristo.

Tema: Escatologização.