sexta-feira, 22 de abril de 2011

Ressurreição

Porque Ele ressuscitou, temos a esperança de que seremos ressuscitados recebendo assim a promessa da Vida Eterna! Sua ressurreição é a demonstração de que não pode ser vencido pela morte e que é capaz de conceder a todo o que nEle crê, vida eternal!

1. É a Razão do Evangelho

A morte será um instante de escuridão no caminho rumo a vida de luz eterna. Se Cristo não ressuscitou [...] é vã a nossa fé; Pregamos a ressureição não apenas porque nos espanta o grande poder de Cristo; pregamos a ressureição porque a ressureição é a glória do Evangelho. É nela que a ignomínia da cruz se torna o resplendor da glória de Cristo.

2. É o Sentido da Vida

O fato da ressurreição é o que traz sentido a vida. Uma vida de lutas e vitórias, choros e sorrisos, tristezas e alegrias que se resuma em si mesma não pode ter algum sentido! Que graça tem viver tudo o que se vive, se no fim não serviu para nada? A esperança da ressurreição traz sentido a vida, faz valer a pena cada fração de tempo passado e presente, o que se viveu e o que se vive.

"Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens." (I Co. 15.19)

A ressurreição é a esperança que brota no presente de um futuro de felicidade diante de Deus. Ela é força para o sofrimento do hoje. Se não houve ressurreição, então o viver hoje não passa de uma história que será escrita sem qualquer sentido. Se Cristo ressuscitou, então vale a pena viver cada trecho da vida presente, com a esperança de que "o melhor de Deus ainda está por vir".

3. É a Vitória do Salvo

"Nossa velha história se finaliza com a cruz; nossa nova história se inicia com a ressurreição" (Watchman Nee)

A cruz foi o elemento necessário para o cumprimento da obra de Cristo, a ressurreição é a consumação deste elemento. É somente por intermédio da ressurreição que temos a expressão da aceitabilidade do sacrifício de Cristo por parte do Pai.

A ressurreição assegura nossa regeneração, pois trata-se da inauguração de uma nova vida. Na cruz, morreu o Cristo que tomou sobre si os pecados da humanidade, na ressurreição ergueu-se o Cristo que trouxe consigo a garantia de uma vida sem pecado diante de Deus, uma vida que progressivamente se estende para distante das paixões carnais até que encontre o mesmo estado de Cristo (perfeita varonilidade).

Paulo diz: “nos deu vida juntamente com Cristo”. A ressurreição é a garantia do poder da cruz de fornecer ao homem a redenção pela fé e uma nova natureza. É a segurança que temos de transformação em Cristo. É a vitória do Salvo!

sábado, 16 de abril de 2011

Perto estás

Tu és Grande, Tu és Forte,

Tu és Perfeito, Só tu és Santo

Mesmo assim aqui Estás,

Perto de mim, posso Te sentir

Tu és Lindo, Tu és tão Digno

És Amoroso, És Pai Bondoso

Mesmo assim aqui Estás, dentro de mim, posso Te sentir

Transcende os meus pensamentos, estás distante do meu conhecer

Mais ainda assim, imanente és

Transcende meus pensamentos, estás distante do meu conhecer

Mesmo assim, habitas em mim, perto estás

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Deixar Deus ser Deus

Cada grupo social deseja apresentar sua visão sobre Deus segundo a sua teologia, mas nenhum deles se submete à revelação especial de Deus sobre si mesmo.

Uns dizem: Deus é negro outros dizem Deus é uma mulher. Outros ainda: Deus é casado, Deus é branco, Deus é TUDO, por fim outros orgulhosamente argumentam Deus é nada (o que já é uma contradição).

Mas muito além de formulações humanistas a respeito de Deus, está a revelação de Deus sobre si mesmo: Anî YHWH.

Deus tem um nome: YHWH. Deus tem atributos: Santo, Justo, Soberano, Onisciente, Bondoso, Amoroso, Fiel.

Qual é o homem que quer ser conhecido pelo que não é? Quem gosta de ser pré-julgado, pré-conhecido?

Queremos ser conhecidos por quem somos, mas não queremos conhecer Deus pelo que Ele é.

Conhecer a Deus pelo que Ele É, é não entender tudo que deve ser entendido e não querer descobrir mais o que está revelado ao seu respeito.

Deixar Deus ser Deus é permitir que Ele seja como Ele se revelou e que Ele nos dirija no conhecimento de quem Ele é!

terça-feira, 22 de março de 2011

Criatividade na Adoração

Uma ótima dica para líderes de adoração. C. J. Mahaney e Bob Kaufin abordam sobre Criatividade e Adoração. Qual o papel da criatividade na música congregacional? Qual a sua importância. São 8 minutos de um conselho que deve permanecer todos os dias para o crescimento do ministério no qual os envolvidos com o louvor congregacional servem a igreja.

C. J. Mahaney lidera Sovereign Grace Ministries em sua missão de estabelecer e apoiar as igrejas locais. Após 27 anos de pastoreando a Covenant Life Church, em Gaithersburg, Maryland, C. J. entregou o papel de pastor sênior a Joshua Harris em 18 de setembro de 2004, permitindo C. J. dedicar-se integralmente ao ministério Graça Soberana.

Bob Kauflin
é pastor do Sovereign Grace Ministries desde 1985. Antes de se tornar pastor, viajou por 8 anos com um grupo de louvor chamado GLAD, como compositor e arranjador. Atualmente é diretor do ministério de adoração da organização para a qual trabalha, supervisionando seus projetos musicais e ensinando sobre adoração comunitária.


Tradução e Edição: Voltemos ao Evangelho.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Ouvir mais, falar menos – O próximo

“Sabeis estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tg 1.19)

Há momentos que falamos tanto que não podemos ouvir o chorar do próximo por uma necessidade que podemos atender. Há momentos que falamos tanto do evangelho que não nos permitimos ouvir mais o que os outros tem a dizer de si.

Tiago ao redigir sua epístola após argumentar sobre o tema Deus x Tentação, dirige a atenção de seus leitores para um ensino especial: A importância de ouvir. Existem dois motivos possíveis para Tiago haver escrito sobre tal tema.

  1. Os rumores sobre certas discussões sem fim proveitoso onde seus participantes expunham seus argumentos, todos ao mesmo tempo desrespeitando uns aos outros, partindo em certo ponto à ira.
  2. Tiago simplesmente desejou escrever sobre a importância de se falar menos e ouvir mais.

Não há qualquer impedimento aparente que não nos permita a união de ambos motivos para formação desta reflexão, compreendendo assim que, Tiago estaria admoestando os irmãos (judeus) dispersos com relação à suas discussões, assim como estava ensinando uma lição a estes sobre ouvir e falar.

A) Sejam prontos para ouvir… O próximo

O texto original apresenta: “ταχὺς εἰς τὸ ἀκοῡσαι”. Rápido para ouvir, poderíamos entender como “dar importância ao ato de ouvir”.

Uma discussão onde todos falam ao mesmo tempo não pode ser considerada proveitosa. A capacidade de ouvir o outro demonstra a humildade e o coração disposto à aprender. Não se pode aprender sem que se preste atenção na argumentação realizada pelo outro.

Quando lemos esse versículo temos o costume de pensar que estar pronto para ouvir é “ouvir Deus”, “deixar-se ser instruído pela voz de Deus”, “ser guiado pela palavra do Senhor” e etc. Todavia, a instrução de Tiago não se trata de uma instrução para nos alertar a ouvir “mais” a Deus, mas também de uma instrução que nos dirija a ouvir mais nosso próximo. E o próximo, entenda-se não apenas por aquele que compartilha o mesmo grupo religioso ou mesmo sistema teológico, mas aquele que pensa de maneira contrária, aquele que não tem sistema, aquele que é de outro grupo religioso, aquele que também precisa ser ouvido.

O grande motivo de nosso evangelismo não estar fazendo tanta diferença em algumas comunidades não é simplesmente porque o amor de muitos está se esfriando, mas também, porque a sociedade quer falar mais, quer perguntar mais, quer expor mais o seu pensamento e queremos sempre falar mais e ouvir menos.

Queremos propagandear mais nossa fé, queremos apresentar mais nossas teorias e queremos ouvir menos o que os outros tem a dizer sobre si! Nosso evangelismo não funciona quando paramos de ouvir os demais e não damos ouvidos para suas dúvidas, seus dilemas, suas necessidades, suas argumentações.

Não vemos em Cristo a postura que temos de enfiar “goela abaixo” nossos argumentos calvinistas, arminianistas ou relacionais sobre as tragédias da vida. Vemos um Cristo que ouve a afliação dos pobres, um Cristo que ouve a argumentação dos fariseus, ouve as heresias dos saduceus, ouve a tentação do diabo, ouve o choro dos necessitados e responde com palavras que quebram paradigmas.

Somos tardios em ouvir. E o conselho de Tiago continua importante para nossos dias. Antes de falar o que queremos falar, precisamos saber ouvir o que o próximo tem a dizer. Até porque é somente através do que ouvimos do outro que podemos construir uma argumentação relevante e transformadora.

Jesus, sempre deu ouvidos às argumentações dos fariseus, mas, vemos claramente que sua contra-argumentação (realizada logo em seguida) era capaz de produzir reflexão e em certos casos transformação autêntica. Contudo, todo o processo teve sua origem no ouvir.

quinta-feira, 17 de março de 2011

C. S. Lewis - Documentário

 
O Cinema Cristão encontrou um vídeo documentário do CS Lewis, cujo título é "Do Ateismo ao Teísmo" que mostra a história de fé do escritor. O documentário possivelmente não está inteiro, provavelmente é uma parte, isso pode ser concluído por ele não terminar com os créditos autorais.

Sobre: CS Lewis, foi um dos maiores escritores do século XX, ele foi criado na igreja Anglicana quando criança, todavia após a morte de sua mãe, duvidou da existência de Deus e declarou-se ateísta por longas décadas de vida, até que se rendeu a Cristo. Foi autor de vários livros, entre eles a série infantil "Crônicas de Nárnia" e a obra "Cristianismo puro e Simples", além de ser um catedrático professor da Oxford.

Assista o documentário CS Lewis - Do Ateismo ao Teísmo(legendado)

Fonte: http://www.atrupe.com/2010/11/documentario-cs-lewis-do-ateismo-ao.html

Trechos da Palestra de Hernandes Dias Lopes

A Palestra do Hernandes Dias Lopes no II Congresso de Teologia, Religião e Igreja (Mackenzie) foi a melhor que ouvi. Obviamente que foi mais expositiva do que teológica. Cativante, profunda, emocionante! Segue abaixo o que consegui anotar (menos de 40 minutos). Comecei a ouvir muito tarde.

A. Um político incorruptível, impoluto é conhecido pelo que não faz
1. Neemias entra na política, mas não se corrompe como os demais políticos.
2. Neemias não apenas não se corrompeu, mas também impediu os seus de que entrassem no esquema de corrupção.
3. Neemias, não deixou-se levar pelo esquema de enriquecimento sobre o pobre.

B. Um político incorruptível, impoluto é conhecido pelo que faz
1. Sua fé determina a sua ética, se vocês temem a Deus, não podem explorar os seus irmãos. Neemias disse: Nós perdoamos e restituiremos os nossos irmãos.
3. O que foi levado pro líder como um problema desesperador, agora tem resposta como motivo de louvor. esse é o líder transforma caos em cosmos, desespero em esperança, problema em solução.
4. Ele dá mais valor ao trabalho do que a indolência. Ele participa da obra junto com os seus.
5. Dá mais valor a benevolência do que levar vantagem.

A motivação de Neemias é vertical
Precisamos de políticos que conheçam a Deus e temem a Deus. Quem teme a Deus não teme os homens e

A motivação de Neemias não é apenas vertical, mas horizontal.
Compaixão do povo. Não oprimiu, não roubou.

A motivação de Neemias é o conhecimento que a recompensa de sua integridade vem de Deus
"Lembra-te de mim óh meu Deus de tudo quanto fiz a este povo." Você não faz para receber aplauso dos homens, você faz para receber aprovação de Deus.

Neemias fez uma reforma estrutural na cidade em apenas 52 dias, mas a reforma espiritual demorou decadas. É mais fácil construir muros, predios, paredes, do que erguer vidas, famílias e restaurar a igreja do Deus vivo. Neemias não fez apenas uma reforma política, mas uma reforma espiritual. O Brasil precisa não apenas de reforma política, mas de reforma de políticos, não apenas de reforma política mas uma reforma espiritual.

Após ser questionado sobre o PLC 122, respondeu incisivamente:

"A igreja de Deus nunca foi destruida com a perseguição, ela é depurada com a perseguição, ela é fortalecida com a perseguição, e esse pode ser um dos grandes meios de avivamento que Deus tem para trazer para sua igreja."

Por que haveríamos de temer qualquer ameaça a igreja? Vocês acham que deixaríamos de pregar Rm 1? Deixaríamos de pregar o que está descrito em Gn. e em toda a Bíblia Sagrada? Nós contituaríamos pregando e com muito mais bravura, com mais intensidade.

Parafraseando: Tenho consciência de que isto traria para igreja um despertar espiritual, um avivamento que a direcionaria a fazer corajosamente o que não tem feito.

"Deus nos dê graça para vermos novos Neemias sendo levantados em nossa geração."